Desenvolvimento Positivo

Desenvolvimento Positivo

Resumo

O desenvolvimento positivo é caraceterizado pela união de três variáveis como a experiencias vividas, os ambientes e as relações estabelecidas, sendo estas positivas vão proporcionar um desenvolvimento postivo ao individuo. As competências da vida podem ser transferidas de um contexto para outro, para Gomes, R. (2009) as competências de vida são as potencialidades pessoais internas e característias que visam ser desenvolvidas numa área desportiva e ser transferidas para outra área ou dominio, tendo esse transfer um caracter positivo.

Estas competências dividem-se em 4 tipos: comportamentais, cognitivas, interpessoais, intrapessoais, a intervenção da psicologia nestes aspectos pode promover um desenvolvimento positivo, promover crianças saudáveis e auxiliar na mudança das circuntancias sociais.

O programa de intervenção em crianças e jovens, desenvolvida pelo Professor Rui Gomes da Universida do Minho, assenta-se em 6 módulos sendo eles: a gestão do stress, Motivação, Gestão do Tempo, Resolução de Problemas, Comunicação e Trabalho em equipa. Para o  youth positive development programa americano para a promoção de jovens positivos e com o seu desenvolvimento assente na vertente física, cognitiva e social este indentifica apenas um programa consituido pelos 5 C’s, competence, confidence, connection, character, and caring traduzindo para o português Competência, Confiança, Relação, Caracter e Cuidados.

 

 

 

 

 

 

Revisão da Literatura

1.Desenvolvimento Positivo em Crianças e Jovens

O programa de promoção de expereciências positivas em crianças e jovens desenvolvido tem como principal objetivo a promoção do bem estar, sende este definido, segundo a Organização mundial de Saúde como um bom completo bem-estar fisíco, mental e social, ou seja desenvolver um individuo em toda a sua plenitude de forma a este na sua vida adulta seja positivo este processo pode ser feito através de um transfer da àrea desportiva para a vertente escolar ou até mesmo para a vida social dos individuos, no processo de relação com ele e com os outros.

As competências a desenvolver visam trabalhar a parte comportamental, referente à gestão à capacidade de gerir o tempo, entre as coisas que deve fazer e as que gosta de fazer, cumprimentos de horários, capacidade de organizar os seus tempos para as diversas atividades, a vertente cognitiva é relacionada com o processo de tomada de decisão e com a capacidade de resolver problemas no menor tempo possível, a vertente interpessoal é a capacidade de comunicar com os outros e de se relacionar positivamente com estes e vertente intrapessoal diz respeito à capacidade de estabelecer objetivos que sejam mensuráveis e alcançaveis, para posteriomente os conseguir pois para Sena P. (2016) a qualidade da nossa vida depende da comunicação connosco próprio mas também com os outros.

As vantagens de intervir numa fase sensível , como a adolescencia ou pré adolescencia, assume se como a capacidade para posteriormente os jovens enfrentarem as mudanças da sua vida, promover comportamentos de saúde e diminuir os comportamentos de risco, promoção de expectativas futuras positivas e definição de objetivos para uma vida futura.

O desporto traz inumeros benefícios para a saúde mas também para a vertente física e social, pois promove a capacidade para estabelecer relações, cooperação, entre ajuda, bem estar mental, altruismo, noção da responsabilidade, gestãos dos tempos, etc. O programa analisado visa 6 módulos, a gestão do stress, a motivação, a gestão do tempo, a resolução de problemas, a comunicação e o trabalho em equipa associados à vertente desportiva e que posteriomente terá um efeito positivo noutros dominios e consequemente no desenvolvimento do individuo.

1.1 Gestão do Stress

A gestão do stress assenta na capacidade de compreender os efeitos comportamentais dos padrões emocionais e aumentar a capacidade de resposta a situações negativas,  pensamentos negativos levam a sentimentos negativos que posteriomente originaram uma consequencia também ela negativa, por exemplo no processo de ensino de uma modalidade neste caso o futebol, o atleta apresenta dificuldade no passe e na recepção da bola com o pé não dominante logo o seu pensamento vai ser “não consigo”, “não sou capaz”, “não sei”, é necessário trabalhar estes pensamentos pois vão originar um sentimento de triste e desanimo é e transformar-los em pensamentos positivos “se treinar mais vezes vou conseguir”, “vou ser capaz”, logo o treinador tem um papel importante na indicação do feedback pois deve reforçar cada execução correcta em vez de negativar cada má execução.

Os atletas aprendem com o número de estimulos que lhes é fornecido, ou seja um atleta mais experiente é capaz de lidar melhor com a pressão pois domina a vertente técnica e tática devido aos números de estimulos que já recebeu, ou seja no processo de treino os treinadores devem assimilar este ao máximo com o processo de competição introduzindo vários estimulos, por exemplo os jogos reduzidos por sistema de divisão vão ser um bom trabalho para a gestão do stress pois expoem os atletas a um maior número de situações técnicas e táticas comparativamente ao jogo formal, como são jogos de curta duração e que se repetem várias vezes os atletas podem receber vários estimulos para a ansiedade como o habitual “quem marcar ganha”, “3 minutos para acabar”, etc. as situações de finalização são muito trabalhadas nestes jogos pois como são de campo reduzido promovem maior numero de finalização logo um sentimento de felicidade e satisfação que leva a consequências positivas que podem ser observadas no aumento da confiança, na auto estima.

 

 

1.2 Motivação

A motivação em idades precoces é fundamental para o gosto pela pratica desportiva, pois um individuo que esteja constantemente exposto a reforço negativo abandonara a vertente desportiva, por isso esta descreve-se como a capacidade de avaliar e definir objetivos, definindo soluções e planos de ação quando do encontro com obstáculos os treinadores/professores devem ser capazes de definir obejtivos para os seus atletas estes devem ser dificeis mas exequiveis, percebendo a importância desse objetivo pessoal, a sua positividade, se é realista e contralável mas seja especifico e mensurável que tenha um prazo para o seu alcance.

Segundo Weinber e Gould (2011), as pessoas não sentem dificulades a traçar objetivos mas sim a estabelcer metas realistas e a criar soluções para a sua resolução, resultando daqui tres tipos de metas, metas resultado, metas de desempenho e metas de processo. As metas resultado depende não só dos individuos mas também de outros, como por exemplo adversários, as metas de desempenho visam comparar desempenhos e as ultimas caracterizam-se pelo estabelcimento de várias mini metas para alcançar um objetivo maior.

Neste processo o triangulo Treinador-Atletas-Pais assume muita preponderância, os pais assumem um papel intermediário entre os atletas e os treinadores, estes devem também comprometer-se com os objetivos dos seus filhos, procurando disponibilizar tempo, recursos, incentivar o seu educando para a realização desse compromisso, os treinadores de formação não se devem orientar apenas pelo processo de treino mas também com a envolvência escolar e social. “Treinar é educar e educar significa intervir, de forma intencional e organizada na orientação do futuro do praticante enquanto atleta e enquanto homem” (Reis, A. 2011). Os objetivos podem ser desportivos mas também escolar, onde o treinador incentiva o seu atleta a encontrar soluções para superar um determinado obstáculo, como por exemplo o atleta apresenta dificuldades no unidade curricular de Inglês, o treinador como pessoa capaz de intervir no desenvolvimento destes establece um objetivo mensuravel e concretizavel que poderá ser tirar positiva a Inglês no segundo periodo para isso define soluções como o uso de expressões em inglês no decorrer do treino e uma gestão do horário que permita mais horas de estudo.

Segundo Monteiro e Scalon (2008), a motivação é um ponto determinante para o sucesso ou fracasso, pois os individuos com motivação elevada, treino com maior afinco, obtém melhoria nos gestos motores ou processo cognitivos, ganhando maior confiança e sensação de segurança. A concretização positiva mesmo que em pequenos aspetos leva o individuo a motivar-se e a treinar mais criando um ciclo motivacional.

1.3 Gestão do Tempo

A capacidade de gerir os tempos no processo de formação é bastante importante pois como os individuos apresentam tenras idades, anteriores à adolescencia, assume relevo conhecer as atividades importantes e diferenciar as atividades mais lúdicas, estabelecendo as prioridades nas tarefas da vida, gerindo assim os hórários entre o que temos que fazer e o que queremos fazer.

Não só o Desporto mas a Escola ambos assumem papeis importantes, o individuo não pode esquecer um destes, com o establecimento dos horários torna-se mais fácil conciliar os tempos para o estudo, para a escola, para o treino, para as atividades lúdicas, as atividades quotidianas, etc. mas também o tempo dado a cada uma destas.

Os treinadores tem como função auxiliar os seus atletas nesta função, estabelecendo com o atleta os seu horário escolar, o seu horário para treino, os seus tempos para as suas atividades, motivando o atleta a perceber a prioridade de algumas situações como os tempos de estudo, o tempo para o treino. Para isto é preciso estabelcer o número de horas que o atleta está acordado, pois o sono é uma variável muito importante no rendimento, logo com 8 a 9 horas de sono, num dia com 24 horas um individuos apenas dispoem de 15/16 horas para as outras atividades como a escola ocupa em média 7 hora/dia apenas fica disponível cerca de  9 horas onde estará o tempo para a sessão de treino, tempo para estudar, realizar trabalhos de casa, etc. as restantes tarefas assumem uma menor prepoderância, logo são tarefas menos prioritárias mas que o individuo gosta de fazer, como por exemplo jogar computar, ver televisão.

1.4 Resolução de Problemas

            Os atletas mais jovens quando confrontados com problemas tem tendencia a tomar decisões precipitadas, por isso é necessário uma definição dos problemas e da sua consequente resolução.

Neste processo é necessário definir o problema e a sua causa, definindo posteriomente um plano para resolver essa situação, um exemplo prártico pode ser um atleta que tem dificulades nos aspectos técnicos e nas habilidades motoras básicas devido a sua pouca presença a estimulos e reduzido tempo e familariedade com a prática desportiva, é necessário definir o problemas neste caso a falta estimulos e pouca prática desportiva, a sua causa que poderá estar centrada na pouca motivação para a prática, falta aos treinos, etc, e definir um plano de ação que passará por mais exercícios simples e técnicos centrados nas habilidades mais básicas em maior frequencia semanal, cabe ao treinador estabelcer um tempo para o atleta treinar em caso, motivando este com a definição de metas realistas.

Os exercícios de tomada de decisão aplicados nas sessões de treino poderam assumir maior transfer na vida social e escolar onde os individuos são capazes de reagir a um estimulo ou situação e encontrem uma solução adequada em menor tempo possível. Estes exercícios no treino desportivo estão sobretudo relacionados com a capacidade coordenativa de reação complexa, onde nas sessões os treinadores devem incluir exercicios que causem “pensamento do jogo”, criando “confusão” mental onde atletas tem várias resoluções, por exemplo situações com várias formas de fazer golo, jogos condicionados, etc.

1.5 Comunicação

A comunicação defini-se como os meio e processos estabelecidos para se relacionar com alguém. A importância da comunicação dos pais nas primeiras etapas de formação é um dos temas bastantes discutidos, pois segundo Hellstedt (1995), a familia é a maior fonte de influência na vida dos atletas, pois é assim que os jovens aprendem e desenvolvem as comptências de vida.

O triângulo formadoi pelos Pais, Atleta e Treinador assume assim uma importancia de relevo, pois as atitudes dos pais influenciam as atitudes do seu filho/atleta, a modelagem de comportamentos parietais ocorre com bastante frequência, por exemplo se um Pai frequentemente um arbitro ou figura desportiva, o seu filho ao deparar-se com esta situação modela o comportamento da figura partenal não respeitando assim as figuras desportivas. A capacidade de os treinadores comunicarem com os pais, terá influencia na sua comunicação com os atletas e vice versa.

Os treinadores desportivos devem promover reuniões com as figuras paternais, dirigentes e psicologos de forma a melhorar a comunicação entre os vários participantes, abrindo os canais de comunicação entre os pais e as figuras desportivas, promover a compreensão da moção de desporto formação e os seus objetivos, perceber as vantagens do desporto nas três vertentes física, mental e social e também os comportamentos tido como normais e não normais.

Segundo Gomes, R. (n.d), não adianta promover programas desportivos centrados na promoção de valores, alegria e divertimento, quando as estruturas desportivas promovem a competividade entre atletas em função dos resultados obtidos nas competições. A comunicação estende-se também aos dirigentes desportivos fazendo perceber que a busca da vitória a qualquer custo em etapas de formação pode não ser benefica para os jovens individuos.

Existem várias forma de comportamentos positivos e facilitadores da comunicação tais como o reforço que visa elogiar uma ideia ou ação desenvolvida por uma pessoa, o apoio demonstrado com o acordo com uma opinião, a comprensão não colocando de parte a aopinião dos outros, analisando o ponto de vista dos atletas, a discordância onde não de ser usada a punição ou a ofensa e moderação que visa promover uma forma de comunicação organizada, onde um dialogo ser visto como um debate e não como quem fala mais alto, por isso a exaltação, a punição e o individualismo, ser dono da discussão são formas negativas de comunicação.

Para ser um bom comunicador é necessário primeiro saber ouvir e respeitar as opiniões alheias.

1.6 Trabalho de Equipa

O trabalho de equipa é definido pela capacidade de entreajuda e cooperação para alcançar um objetivo comum, é importante desenvolver um conhecimento sobre as vantagens da coesão e do trabalho de equipa, promovendo a capacidade de formular objetivos para a equipa, distruibuindo tarefas e funções para os vários elementos da equipa.

Para trabalhar em equipa é necessário saber quem são os membros da equipa, o que é pretendido, saber o que fazer, saber comunicar e saber lidar com as adversidades. Esta competência tem grande transfer para a vida social, pois pessoas com pratica de modalidade desportivas coletivas tem tendência a ser mais compreensivos, altruistas, cooperantes, disponíveis.

No processo desportivo o transfer pode ser feita através de vários jogos coletivos onde a tomada de decisão pretence ao grupo, não existindo um chefe mas sim um líder que é o primeiro a dar o exemplo. Os principios de jogo gerais nos desportos coletivos visam não permitir a inferioridade, evitar a igualdade e promover a superioridade númerica estas denotam-se no trabalho e espirito de equipa pois a equipa que jogar de forma coesa, toda em busca do mesmo objetivo tem tendencia a ter superioridade em relação a jogadores individuais, pois em situação de 1 vs 1 é igual a 0 mas em situação de 2 vs 1 a equipa encontra-se em superioridade podendo ser usado o passe, drible ou remate trabalhando os 2 elementos como um só, mas em caso de um elemento definir individualmente a jogada está em situação de igualdade e não existe um trabalho de equipa logo a sua taxa de aproveitamento será menor.

Um objetivo coletivo é “nosso”, não é um objetivo individual, tem esse  objetivo interesse de todos, em que cada um tem a sua função definida.

 

 

Referências Bibliográficas

-Reis, A. (2011). Aula, organização e metodologia. Fafe: IESF

-Monteiro, Z. & Scalon, M. (2008). Treinamento psicológico e técnicas para a melhoria da motivação de atletas. Brasil: Universidade Santa Catarina. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd118/treinamento-psicologico-e-tecnicas-para-a-melhora-da-motivacao-de-atletas.htm

– Gomes, R.(2010). Promoção de experiências positivas em crianças e jovens. Braga:  Universidade do Minho.Escola de Psicologia

– Gomes, R. (n.d). Promoção da comunicação entre treinadores e pais na iniciação e formação desportiva de crianças e jovens.

-Gomes, R. (2010). Promoção de Experiências Positivas em Crianças e Jovens, Programa de competências de vida. Braga: Universidade do Minho

-Cabezas, M. (2001).Beneficios psicológicos de la actividade física y el deporte. Sevilha: Universidade Sevilha

-Cardenas, R. & Pumariega, Y. (2011). A psicologia como ciencia aplicada à iniciação desportiva. Brasil: Unir

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